Ao pé de um frondoso salgueiro
o meu coração em vão se esvai
triste desdita,ai sina minha
pois tudo num dia se esfumara
O seu rosto lindo e trigueiro
olha-me em ternura que se vai
mas a alma doce que ela tinha
era amor em flor que me amara
Quanto tempo por aqui fiquei?
quantas lágrimas ali ficaram
humedecendo nesse solo árido
sonhos e sonhos qu'eu sonhara
Ai quantos anos triste voltei
quantos soluços se soltaram
quisera eu ter também morrido
ó dia maldito que me apunhalara
Tua ramagem outrora de menina
é agora copa fora de alcance
cresceste na vida como semente
e agora voas como ave errante
Tuas raízes cavaram uma mina
onde guardaste sonhos sem chance
toda uma amargura que se sente
neste local onde amor foi garante.
Jorge d'Alte 10.06.10
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
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