Todas as manhãs lá vinha
atrás no som de cascos na gravilha.
Seu burrito resfolegava
era um troço que cansava
Olha o azeite, o álcool e o vinagre
apregoava o azeiteiro no cheiro acre
Lá vinham elas, as Donas acenando
juntavam-se no redor coscuvilhando.
Quanto vai ser? Perguntava!
Três quartilhos pedia a Dona vendo se não era enganada.
As conversas continuavam acesas
O burrito lá ia ao fundo com as suas latas presas.
Olha o azeite o álcool o vinagre; apregoava distante
Olha o azeite o álcool o vinagre: apregoava radiante.
Jorge d'Alte



