O lápis escrevia as minhas letras
letras miudinhas cheias de muito
palavras que extravasavam a minha alma
onde elas cresciam juntas num rio de texto.
Contavam memórias e histórias de como ser feliz
de como amar no turbilhão do nosso peito
no arco iris de um jeito de sentires apaixonados
de como voar num sonho até ao teu peito e ninar.
Sentir a tua boca a descer e os meus lábios a fremer
vogar enternecido na tua língua onda que me afoga
que me afaga o sangue fervido no auge e perdido
em entrelinhas resvalo na emoção de te ter escrito.
Jorge d'Alte
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