quinta-feira, 30 de abril de 2026

O AZEITEIRO


Todas as manhãs lá vinha
atrás no som de cascos na gravilha.
Seu burrito resfolegava 
era um troço que cansava
Olha o azeite, o álcool e o vinagre
apregoava o azeiteiro no cheiro acre
Lá vinham elas, as Donas acenando
juntavam-se no redor coscuvilhando.
Quanto vai ser? Perguntava!
Três quartilhos pedia a Dona vendo se não era enganada.
As conversas continuavam acesas
O burrito lá ia ao fundo com as suas latas presas.
Olha o azeite o álcool o vinagre; apregoava distante
Olha o azeite o álcool o vinagre: apregoava radiante.


Jorge d'Alte








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