Os ventos sopraram fortes
enrolando as folhas caídas
no seu redemoinho.
Eram pedaços de sonhos meus
soprados pelo respirar do coração
despejados mesmo ali
na sarjeta da calçada
onde mais uma vez caíra.
Sonhos que um dia sonhamos
deitados nus nas douradas areias; da praia vazia,
enquanto o suave mar estendia as suas ondas
como vai vem das tuas coxas
deixando essa espuma de desejo
penetrar na tua pele.
Testemunharam estrelas fulgidas
e a gorda lua lá do alto.
Escrevemos promessas com os lábios
murmúrios entre gemidos salivados...
Tudo perdido, tudo em vão!
Tudo traído por essa filha da puta,
essa morte destruidora que te abraçou...
Vivo agora perdido no lado escuro dessa lua.
Solidão, saudade e raiva tenho como amigas.
O teu rosto sempre jovem como amante.
jorge d'alte
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domingo, 22 de setembro de 2013
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