segunda-feira, 7 de setembro de 2015






Há dias assim e outros que não
Há dias de alma translúcida como o vidro liso que espreito
Há dias penosos vestidos de cinzento e negro roendo a luz de fora para dentro
Há dias de sorrisos modorros ferventes e transbordantes
Há outros em que nem por dentro ousamos sentir
Cavam rasgos tremendos como unhas felinas
E o olhar se apaga lento como agonia sem destino
Dentro da dor que afaga como lamento
Lágrimas que se despem transparentes



Jorge d’Alte

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