quinta-feira, 19 de novembro de 2015








A água corre como lágrimas
Cai no abismo desconhecido como dor
Salpica pingas de sentimentos que se perdem.
Corre de novo no seu destino
Como eu e tu.
Ravinas cava na sua fúria efervescente,
Escolhos fura empunhando a sua vontade.
No aperto sobrevive como gota de pinga pinga,
Rastejando esfolada e dorida no meio da pedrenia,
Para de novo se erguer corrida, fulgurante.
Ribeira, riacho, rio alcançando de novo esse poente,
Encontrando no de lá do horizonte, esse mar abraçado
Que sou eu e tu.
Gota doce, gota salgada
Unidas!




Jorge d'Alte

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