terça-feira, 1 de setembro de 2020

DESESPERO

 



Rasguei essa lua no auge da raiva,
noites que me enfeitam a alma agora no desespero.
Clamo na sombra esguia a tua chama,
- Maldita seja a brisa que te apagou!
Arranco à terra tufos de dor rouca,
ergo-os aos céus banhados de ranho e lágrimas,
essas sentidas da nuvem amarga sufocadas no fel que ficou.


Jorge d'Alte

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