sábado, 17 de outubro de 2020

DIVERTIMENTO

 


A noite estava esfarrapada de vultos estendidos na areia encruada
Tinham por companhia garrafas atiradas ao calha
E músicas de coro mal tocadas por dedos desatinados.
Mal sabiam eles que confraternizavam com um vírus sedento de multiplicações.
Não era matemático mas advertia na tosse que os acometera, primeiro um depois já eram
De vez enquanto num rasgo de mentes onde as sombras mudavam, um alerta
Encontraram-nos de manhãzinha combalidos sofrendo em corpos sem ar feitos de dor.

Jorge d'Alte

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