quarta-feira, 29 de setembro de 2021

AMPULHETA

A ampulheta contava sem tempo
Mero instrumento sem alma nem pudor
Insensível era o que era, fria como a tua mão.
Não contava a tua história
Não contava os teus sonhos
Não respirava os teus anseios
Apenas estava ali, caindo.


Jorge d'Alte


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