Sentado na ponta
enxergo as profundezas
miro o horizonte para lá dos céus.
Procuro os meus passos como borboleta tonta
que me levem dali nas subtilezas
no abismo vejo labaredas ténues como véus.
De olhos fechados vejo a minha alma
comungo com Deus essa paz calma
vejo nos meus olhos um marejar
sou como nau vacilante a navegar
enfrento o destino com coragem
sopro nas velas uma pequena aragem
e parto dali enfrentando os meus receios
subo o cordame até á gáveas esses seios
onde posso ser de novo alma e sentimentos
e ali vejo e antevejo novos momentos.
Sentado na ponta vejo a minha Fé o coração
ergo-me lesto o caminho abre-se risonho para lá do pontão.
Jorge d'Alte

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