quinta-feira, 24 de julho de 2014









À noite na cama
olhando no tecto
esse olhar que desenho
como vírus infecto
minando-me a alma.

Franzi o cenho!

Olho meu lado
onde mora a saudade
apalpo esse frio lugar
vazio de abandonado.

Para onde foste morar?

E a pergunta rói
num corpo que padece
inconformado retirei
essa coisa que dói
e como prece

Safo o rosto que desenhei!



Jorge d'Alte









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