quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

CADA GESTO QUE CRIO







Comprei-a pelo jornal
Numa noite estranha de sexta-feira
A solidão a fome e a dor
Não se afogaram na garrafa bestial
Cobrei então o seu amor
Seu encanto juntos deitados no feno da eira
No calor da bruma do álcool soltei
Lágrimas secas sem vida
Tanta dor tive e enfrentei
Neste gesto de mata fome sem saliva
Agora percorro a cidade
Entre chuva vento e frio
Deixando para trás a mocidade
Morrendo sempre mais um pouco em cada gesto que crio


Jorge d'Alte









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