Minha luz era pequena e branca como a lua
era aí que guardava os meus sonhos e desejos
tivera-os no coração até que o sol veio caindo e pousou
Soube nesse prelúdio o que era a paixão.
Estava esperando pelo quê? Que ela viesse nua?
Ela veio vestida de vermelho na contra luz, com lampejos
sua alma era a sua armadura donzela que me amou
que me deixou nos lábios a sua pureza como religião.
Chorei a noite até pegar no sono
ela amara-me até doer de prazer
muitas vezes fui dormir tão feliz
ao ponto de não conseguir fechar os olhos.
Invernamos abraçados até ao outono
escrevemos palavras com o olhar a ferver
depois nasceu o nosso aprendiz
moreno, chorão, lindo como os pimpolhos.
Jorge d'Alte



