Muitas vezes tive que remendar o coração
por aquilo e aqueloutro pois sofria numa dor
-era minha- era assertiva e perdurava até
sim perdurava até os joelhos se vergarem
e as entranhas se vestirem de lágrimas de angústia.
O meu amigo -ele era e é- o remendador do coração
ele sempre me falou de mansinho rasgou o meu torpor
me falou de como a vida era- Ela era a minha vida a fé-
então sequei as lágrimas nos seus dedos até passarem
de olhos clareados vendo o caminho deixando para trás a angústia.
Ela descia a ladeira
me deixou o seu sorriso
me devolveu a cor ao rosto
acenando me chamou na galhofeira
me deu a mão deixou o seu riso
o sol caía profundo num sol deposto.
Jorge d'Alte

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