terça-feira, 15 de outubro de 2013


Abro o armário
procuro as gavetas que não tem
mas que extraordinário
juraria que vi bem.
Então onde estão
essas minhas recordações?
As cartas são borratão
linhas  prenhes de emoções
que ensarilhadas e comprimidas
contam a alegria
caiem na tragédia das feridas…
Era isso que queria?
Então porque as procuro?
Onde está essa saudade?
Apalpo dentro o armário escuro
na ponta dos dedos encontro a felicidade


Jorge d'Alte


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