
Errante lá vou todos os dias
traço passos na areia seca que ninguém vê
como a saudade que morde seca nos meus olhos.
Choros ficaram ali sentados na raiva de quem perdeu
aí essa imagem que eu tinha de tie que o tempo cruel levou e esqueceu.
Uma palavra não dita na hora certa
e a desdita de um sorriso que feneceu
As altas vagas que nos abraçaram não voltaram
e esses olhos verdes de feitiços corrosivos
desbotaram nas águas mansas,geladas, sem murmúrios.
Errante torno todos os dias
até há hora em que o sol mergulha
trazendo as sombras , as estrelas e a lua
e o vazio despido desta alma que foi tua.....
Jorge d'alte
(Fotos retiradas da net)

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