Olhos escusos, e agros
desmaiam na incerteza que paira.
desmaiam na incerteza que paira.
Procuro esse Adamastor nos virares de esquina.
Ruge ventos, roendo ruas vazias onde ninguém é rei.
Caem secas essas lágrimas, despojadas da cor da sua
vida.
A lei baralhou-a execrável, cruciando-a na barbárie do
terror assumido.
Olhares perduram em janelas erguidas de cortinas
fartas de rostos.
Joelhos caem e arrastam-se na míngua por ar,
E as veias incham na boca aberta, num corpo sacudido.
Tosse vermelho, no apego á vida que escorre esmaiada.
A máquina veio cheia de tubos inseridos, num arrepio
de desdita.
Os olhos desgastam-se na visão
que partiu mesmo na
ponta do apetecível.
O fim está ali esticado na luz modorra da morte,
Como mãos erguidas numa prece que não se quer vã.
A luta não tinha terminado, pois a boca sorriu no
esgar da vontade
O coração empunhou a sua espada, e no retalhar, a luz
voltou.
Jorge d'Alte
Sem comentários:
Enviar um comentário