O vento soprou trazendo com ele
um novo perfume de
madrugadas
Empurrou as nuvens brancas
preguiçosas descobrindo o sol.
Dias de magia pairavam ali
nos céus de todo o mundo
Crianças sonhavam com o menino
os mais velhos com a
harmonia
Nas cidades as cores eram desejos
transformando-os em prendas enlaçadas.
Nas aldeias e nos campos viçosos
as cores eram encolhidas, mais baças
as prendas muitas vezes eram apenas sonhos.
Mas há crianças e idosos que nem sonhos têm
a sua única
prenda é o seu respirar
e o Natal cai por toda a parte, em flocos de neve
em pingos
de chuva, em céus estrelados
em praias risonhas em teatros de guerra…
As almas ufanas alegram-se
Escutam-se risos e murmúrios de surpresa
Mas nos bairros de lata nas ruelas escuras e sujas
as crianças e idosos comem a ceia
de Natal no lixo…..
Jorge d'Alte
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