domingo, 24 de novembro de 2024

NATAL SEM COR

 

O vento soprou trazendo com ele 
um novo perfume de madrugadas
Empurrou as nuvens brancas
preguiçosas descobrindo o sol.
Dias de magia pairavam ali
nos céus de todo o mundo
Crianças sonhavam com o menino
os mais velhos com a harmonia
Nas cidades as cores eram desejos 
transformando-os em prendas enlaçadas.
Nas aldeias e nos campos viçosos
as cores eram encolhidas, mais baças
as prendas muitas vezes eram  apenas sonhos.
Mas há crianças e idosos que nem sonhos têm
a sua única prenda é o seu respirar
e o Natal cai por toda a parte, em flocos de neve
em pingos de chuva, em céus estrelados
em praias risonhas em teatros de guerra…
As almas ufanas alegram-se
Escutam-se risos e murmúrios de surpresa
Mas nos bairros de lata nas ruelas escuras e sujas 
as crianças e idosos comem a ceia de Natal no lixo…..



Jorge d'Alte

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