Ele era o encantador.
Encenou a tarde bela com o por do sol.
Fê-lo cair para lá dos montes
para acender as estrelas
e criar a noite dos sonhos
Ele era o encantador
tornou cheia a lua
embrulhou-a com luar.
Assim alguém poderia poetizar
dar amor aos corpos vagos
dançar com as sombras no madrugar.
Ele era o encantador
tornou a alvorada ornada de orvalho
lavou o frio com o calor do sol.
Amou
beijou
sorriu
deu a mão
Ele era o encantador
até ser encantado pelo amor
Eram vagas silhuetas
escondidas da solidão.
Jorge d'Alte


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