quinta-feira, 5 de junho de 2025

NO SONHO Á DERIVA


No Sossêgo da noite
a maré bailava-me nos sonhos
enquanto a lua cuscava por entre nuvens negras.
Que se passaria ali para o vento se calar
as ondinhas definharem no seu embalo?
Era eu e era ela pois ela era o meu sonho
Porque vigiariam os deuses o nosso amor?
Havia fumo e vinho a rodos nos lábios da boca
havia gargalhadas esfusiantes descomedidas
corpos dançantes como amantes
o olhar dela embevecida
tirando dos meus olhos os medos envergonhados.
Abraçamo-nos na música que nos enlevava
era serena como ela era linda como ela era bela
até que o trovão rugiu e relampejou
tirando-me do sonho deixando-me á deriva como um tonto.


Jorge d'Alte

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