Acordei cedo nessa manhã
abri a janela do sol e o vale lá em baixo
não havia escola mas havia ela
estava nua de sonhos, mas mal ela sabia.
Desci a vereda verdejante ao encontro
descobrira um lírio branco preso nas pedras
com ternura saquei-o da mingua de terra.
Com ele tive asas de sonho, fora por um motivo feliz
eramos ainda crianças mas amava-a.
Perguntara á avó o que era amar, como se ama.
Seu sorriso encheu seu rosto pejado de rugas.
Lembrou-se do seu companheiro com um suspiro.
Amar é ter carinho, é afeto é gostar tanto
são qualidades e defeitos em equilíbrio.
Ama-se com o olhar, com o beijo com o sentir
Ama-se como um abismo onde voamos de mãos dadas
onde nos misturamos em sentimentos de querer.
Só não compreendia o abrasar que sentia quando a via
e as pernas?
Periclitantes tremiam como searas ao vento.
Hoje era o dia dos dias por isso seu coração sorria.
Encontrou-a no prado ao nascer desse dia
Estava linda recortada no céu dividido de cores
o seu coração batia para ali sem saber ao certo porque batia
ele sabia que ela era diferente das outras como os lírios o eram.
Aproximaram-se devagar saboreando o momento
ele com o lírio escondido atrás das costas
la com um sorriso.
Sentiu-se perdido
estendeu o braço oferecendo o lírio branco
Ela reagiu como tresloucada
puxou a cara dele
beijou os seus lábios sem cor
murmurou como os rios com suavidade
Amo-te tanto meu amor!
Jorge d'Alte

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