Era abril de lua cheia
era a primavera a sorrir
e eu preso numa teia
urdida, sem saber como fugir.
Havia tentação e lascívia
no olhar com que me via
paixão no meu coração
era sinal de perdição.
Fui ter com ela e dançamos
a musica dela e a minha
em acordes despedaçamos
a geada de uma rainha.
Houvera copos na mão
numa conversa sem sermão
houvera lábios, línguas, bocas
A noite fora nossa na sedução
mas o amanhecer sem lua
trouxe pássaros e borboletas e emoção
foi a dor de uma lágrima foi a dor crua
Vergado caí
no adeus e parti.
Jorge d'Alte

Sem comentários:
Enviar um comentário