segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

O CAVALO DE CARTÃO


Era um menino sonhador
um herói de aventuras
vencia meus medos com valentia.
Num dia ameno com sol grelhador
encontrei um cavalo e começaram as agruras
havia que montá-lo para uma bela fotografia.
Era enorme o cavalo, uma altura assombrosa
ao seu lado um tio e sua máquina aterradora
semicerrei os olhos pus o pé no estribo.
Olhei de soslaio peguei numa rosa
num impulso sentei-me na caixa de pandora
Olhei para baixo para o meu mundo esquivo.
Na minha mão a rosa e uma moeda de prata suja
dei-a a meio medo ao tio sentado apontando com o dedo
a máquina era parte do meu terror tremia na minha mente
O tio sorriu para mim um sorriso de coruja
pus-me a toques escondendo o meu medo
Um manto negro escondeu o tio de repente
escutei os ardores de uma luta, o manto a abanar
Um estrondoso clique soou pelo ar
Pode descer já está
desci decidido para já
para meu espanto o velho saiu do manto
vencera a luta com a máquina por enquanto.
Vi-me na fotografia aterrorizado mas belo
montando  um cavalo de cartão em pelo.

Hoje recordei
a pessoa que fui e serei
Olho o cavalo de cartão
o tio dormindo a sesta
a máquina de plantão
miro a moeda que me resta

Caminhei sorrindo
lá atras o cavalinho de cartão
soltei uma gargalhada rindo
afinal domara-o com o meu coração.


Jorge d'Alte 












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