Quando as sombras da noite chegam
e a terra fica escura
e a Lua é a última luz
sentimos beijos sem calor
abraços estrangulantes
murmúrios de brisas de bolor
secos de palavras
mãos de angústias
que espargem esperanças.
É a solidão que nos mói
que nos caça e destrói
é paragem que nos dói
até a madrugada acordar
o sol viver as memórias
trazendo e liberdade de escolher.
Jorge d'Alte
Sem comentários:
Enviar um comentário