Ele era o amolador de facas
o ajeita guarda chuvas
tocava sua gaita, um aviso
e a pequenada corria ruelas fora
desvairados imitando.
mulheres saiam das casas com suas sacas
levavam-lhe tesouras e facas e guarda chuvas
que ele concertava entre ditos brejeiros e um sorriso
o som da gaita ressuscitava quando se ia embora
e a malta lá ia atrás dele cantando.
Ainda fico feliz quando de repente o som se sente
e os passos marcando o ritmo lá vão
entre as brumas dos tempos que habitam a mente
tudo parte das memórias e do bater apressado do coração.
Jorge d'Alte

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