Hoje a noite está estrelada
bela para muitos amantes
astros brilham nos confins
mas, nesta noite solitária, estou triste
quero-a e não a tenho.
Muitas vezes tive-a nos meus braços
pequena rosca embrulhada nos abraços.
Beijei-a tantas vezes nos luares
como não amar seus olhos ternos?
morro mais um bocado esmagado desiludido
choro por dentro como o rio nas gargantas
como não escrever triste se partiste?
Escrever que não a sinto
que o seu corpo é só sombra na memória.
A mágoa esboroa-se e cai como o orvalho
a alma definha no gelo que me aquece
tracejando como cometa laivos do amor dela.
mas a minha estrela foi-se
voou como o amor, acho...
meu Deus que se acabou.
Oro a Deus que a encontre por aí
que a convença a voltar
pois sofro muito por ela
que venha na paz de quem ama e me abrace
me beije como só ela sabe.
Estou perdido
descontrolado
a dor corroí-me a alma
e sofro desvairado.
Apertei-me no coração
busquei o seu calor
mas tudo o que me dá é dor.
Olho o horizonte buscando-a
para a trazer de volta
oro á Lua poemas de tristezas
olvido no momento as nossas fraquezas.
De joelhos me arrasto em promessas
rastejo no pus desta imensa ferida
chamo-a louco no desvario, na noite imensa.
Não me ouve
não a sinto
bebo o fel
vergado me arrasto por aí.
Jorge d'Alte
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