Disseram-me um dia
se quiseres conhecer o Senhor da vida
não podes desistir
tens de ter o olhar sempre enfrente
tens de olhar a sua obra o universo.
E eu a pensar que tinha de morrer para aceder a tudo isto.
Deram-me um caminho tortuoso e ingreme
e subi, e caí, levantei-me apoiado na fé e subi, subi.
No cimo a noite era alta e estrelada
olhei a lua e depreendi que tinha de palmilhar no céu
Ela estava lá mas não eu.
Deram-me uma nave e segui enfrente
meus olhos cobiçosos quiseram as estrelas
mas havia a matéria para superar
quase que conseguia apanhar as estrelas
mas de cada vez que tentava o sonho saltava.
Estava para lá da matéria
na solidão qual pó adejando sem noção.
Era cansaço o que sentia?
Chorei e chorei até ver
era apenas menos de um grão na imensidão
para alcançar o Senhor da vida tudo abdicara.
Porque não vi que a minha procura era vão?
havia os universos plantados como cenouras num imenso campo.
Acordei numa madrugada
havia sombras e luz
havia renascer
havia doçura no teu olhar
havia uma mão na minha
senti a boca beijar
escutei uma música fascinante
amor vamo-nos amar?
Então soube onde iria encontrar a vida e o Senhor.
Jorge d'Alte

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