Ela chorava sozinha
lágrimas de intensa dor
e chorando era tão bela
Iluminada no alvor
da matinal névoa que a emoldurava
qual abraço de ilusão.
Soltou alto um grito de revolta
por tanta criança morta
em pedaços pelo chão
Levantou alto os seus bracitos
no seu pranto no seu delírio
pediu poder de ressuscitar
pediu que fosse um mau sonho
que acordasse deste martírio.
Lampejando pelo espaço
ferro ardente encheu seu peito
seu rosto enegrecido outrora tão belo
apagou-se como luz que na noite se esvaece.
No seu peito um último arfar
nos seus olhos um último brilhar
seus níveos lábios então gritaram
um último sussurrar.
Enfim, Paz!


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