sexta-feira, 28 de novembro de 2025

PALAVRAS LEVADAS

 



Lá fora o vento sopra girando
e chia nos meus ouvidos
deixa o corpo no desconforto
tira o calor do sangue e mete o frio.
Canto-lhe as desditas quase gritando
amarroto-as  na voz em momentos ávidos
o som esquece-se e sai como aborto
leva-me as palavras que não digo mas crio.
Criei-as quando fui amado
criei-as quando flui no corpo quente
e o vento as levou
ninguém as escutou
como folhas ao deus dará  fui siado
arrancado desse torvelinho pungente.


Jorge d'Alte

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