Estava sentado lado a lado com a minha sombra
tinha a língua embaraçada nas palavras, na nicotina e do etílico
assim era melhor dizia a minha alma burlada no olhar
fascinada pela luz e aninhada na meia sombra
tinha os olhos raiados e um correr de lágrimas eclético
afinal a noite viria, comeria meus medos com sombras para me dar
Nas sombras das sobras um corpo a dançar
um copo na mão uma viagem no amar
sem palavras no vento ou murmúrios nos ouvidos
somente ecos de desvelos dos tempos idos.
Jorge d'Alte
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