sexta-feira, 14 de novembro de 2025

SERIGAITA

 






Ela era a serigaita em flor
respondona por tudo e por nada
ladina como poucas.
Sempre que sentia aquele ardor
ficava danada
fazia orelhas moucas.
E lá ia ela resmungando
de braço dado como poucas
puxando e abraçando nas sombras
esperando o mel na ponta da sua boca.
Gemebunda acariciava murmurando
a vida dela era curta de vistas, coisas loucas
a paixão pelas penumbras
desejo numa cabeça oca.


jorge d'Alte


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