quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

FELICIDADE

 



Quando todos os seus sonhos fracassam
e as cartas já foram lançadas para jogar
quero  esconder de ti a verdade, o sofrer
quero proteger-te, não há onde nos escondermos.
Não importa o que fazemos quando nos arrasam
somos almas periclitantes até alguém nos caçar
somos feitos de ganância de medos podes crer
e amar é o pecado a inocência que perdemos.
Olha os meus olhos, são armadilhas para atrair
olha os meus lábios, são eles que falam são eles que beijam
quando as luzes se apagam e as mãos o corpo encontram
são demónios que espicaçam a libido no sentir do meu calor.
As sombras vêm e cavam agruras na alma, a iludir
fomos anjos antes do amor vir, somos demónios que rastejam
pois muitos virão apontar disfarçados com mil caras e afrontam
não te quero dececionar não te quero dar a minha dor.
Não sei como fugir disto, mostra-me como o posso fazer
quero a tua luz agora mesmo antes do endoidecer.
Tenho que te deixar ir?
Tenho que te seguir?
Diz-me só,
esta é a minha mó!
Com ela triturarei a realidade
talvez então encontre a felicidade.


Jorge d'Alte





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