quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ROSA DE SANGUE

 



Quando os oceanos são distantes
e as marés te procuram trazendo-te nas vagas
contando nossas histórias de lá desses horizontes
memórias que se espatifam na mente dilacerada.
Não há como negar que eu perdi tudo
queria-te de volta enxugando as lágrimas que eu choro
tentei jogar o teu amor fora
mas não consigo
não consigo por mais que me despreze
não é o que parece é somente uma mentira
que cresce no coração violando a alma desesperada.
És uma rosa de sangue que nunca morrerá
serás chama na escuridão da noite
e darei tudo por ti
não tenho medo das sombras  sozinhas
que adejam acenando-te para vires
e se tu escutares nesse lugar
sabe que daria tudo para estares aqui
foram bons tempos e tudo perdi
estás a lidar com um coração de pedra
Porque fui assim
porque te dei um beijo e te disse adeus?
Tentei desprezar o nosso amor foi isso?
Não tenho sonhos porque já não sonho
só me martirizo no profundo do meu íntimo.
Vem e enxuga-me as lágrimas e eu sorrio no teu olhar
será a armadilha que te fará beijar-me
depois rosa sangue chamaremos a nossa lua de novo
não sentiremos as brisas nem o silêncio
sentiremos os toques amantes do meu amar.


Jorge d'Alte

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