sábado, 7 de fevereiro de 2026

QUANDO SOU SILÊNCIO

 





Quando sou silêncio
quando o som desmaia na alma
tu levas-me para as altas montanhas
levas-me até ao céu da amizade
e o carinho se move pelos caminhos das veias
como rios cantando nos meus ouvidos.
Os monstruosos mares da tristeza da mágoa e das saudades
se paralisam como lagos do teu olhar.
o seu brilhar me hipnotiza levando-me agradecido á vida.
Já não quero ver essa morte
quero que me leves ao norte
quero que me dês esse ombro
a mão quente quebrando o meu gelo 
e nas auroras das minhas emoções
te possa admirar
te possa chamar
te possa dar
um dia um ombro para chorares.


Jorge d'Alte








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