os meus atrás do dela
eram como pingos de chuva que caía
soprados pela ventania da aguarela.
Só consegui alcançar a sua sombra
pintá-la já o anoitecer se mostrava lá
era o sítio onde ela vivia como quem assombra
Foi esta a minha prisão
fora uma mordida no coração
e agora como zombie sou passos
passos que que perseguem passos
os meus desesperados e os dela
inchados de amor ilustrados na aguarela.
Jorge d'Alte


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