minhas asas brancas batidas rumo ao horizonte
levaram-no no voo ao quente terreiro.
Caminhando saiu da escuridão
no sonho sonhado tinha a forma de um dragão.
Na corrente dos ventos deixámo-nos levar
mergulhamos na alvorada, no ocaso, no entre
com espadas feitas de amor lutamos
contra inimigos, sombras serpentinas, demónios.
Minhas asas brancas de sonho sonhado
são translucidas como véus de fino gelo.
Refratam no poente essas cores mágicas
que nos levam no sono a um idílico dia.
Vem dragão vem comigo voar
as correntes nos levam
as correntes nos trazem
os ventos libertam-nos
dando-nos essas asas de sonhar.
Quebrou-se a casca e o Ovo se abriu
abriu os olhos e o cavaleiro viu.
Cambaleante caminhou o primeiro passo
dragão cavaleiro um único laço.
Venham daí pequenos dragões
deem o vosso primeiro passo
dragão cavaleiro um único laço
um só coração.
Jorge d'Alte
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