quarta-feira, 2 de julho de 2025

QUANDO A LUA SE PRENHA



 
Quando a lua se prenha
e a neve se silencia no breu
tudo é calma menos eu
pois as memórias vêm e tudo se engenha.
São traços que te revelam, o nascer do teu rosto
e como estrelas tenho os teus olhos faiscando
deixando a paixão nos meus lábios, sôfrego mosto
os teus ombros agarro com mãos ansiando.
Quisera eu que houvesse brisa com o teu nome
que as folhas voassem num bailado e o meu rosto encostado no teu
trouxesse lágrimas salgadas como mar da minha fome
e voássemos  no sonho que sufraga o teu amor e o meu.


Jorge d'Alte












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