brincava sorrindo na manhã perdida
sua face rosada tão pura tão bela
o fogo corava numa carícia.
A flor cortada de um lindo encarnado
ela colhia formosa e gentil
depois lá rolava na relva do prado
em busca de amores num mundo tão vil
Sentada nas margens do calmo ribeiro
fazia raminhos com suave ardor
e á sombra de um antigo e frondoso salgueiro
um moço risonho lhe chamou amor
Ah! meu principezinho encantado
seus lábios beijava perdidamente
O aroma da bruma os envolveu
e juntos ficaram eternamente
gozando as delícias que Deus lhes deu
Ah! minha donzela que tinha encontrado.
Sobre as rochas sobre o mar
trancinhas fazia meiga e palpitante
pensando naquele que fora lutar
trilhando caminhos numa vida errante.
Jorge d'Alte
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