O tempo vergou-me,
mas não me venceu
Agarrei minhas raízes ao chão árido
ergui-me ao céu de hoje
despojei-me das duvidas e dos medos
deixei as tristezas e o coitadinho nas estrelas
Voei meus sonhos como nuvens
enfrentei o norte e a morte
e no vento deslizei nas dores como oração.
Hoje vivo erguido
enfrentando o norte e a morte.
Agarro a lua como se fosse ela
a vida que me rega e faz crescer
que me leva das madrugadas sofridas até ao entardecer
e os beijos que dou
os abraços que agradeço
são notas que canto na surdina do sofrer.
Jorge d'Alte

Sem comentários:
Enviar um comentário