segunda-feira, 21 de julho de 2025

ENFRENTEI O NORTE E A MORTE


O tempo vergou-me,
mas não me venceu
Agarrei minhas raízes ao chão árido
ergui-me ao céu de hoje
despojei-me das duvidas e dos medos
deixei  as tristezas e o coitadinho nas estrelas
Voei meus sonhos como nuvens
enfrentei o norte e a morte
e no vento deslizei nas dores como oração.
Hoje vivo erguido
enfrentando o norte e a morte.
Agarro a lua como se fosse ela
a vida que me rega e faz crescer
que me leva das madrugadas sofridas até ao entardecer
e os beijos que dou
os abraços que agradeço
são notas que canto na surdina do sofrer.


Jorge d'Alte

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