sexta-feira, 12 de setembro de 2025

BEIJANDO A ALMA



                                   


Fora numa pedra como as outras
redonda fácil de abordar.
Estava sentada nela a silhueta
era linda nas sombras
e amorosa no coração.
Houvera sol e dias e crepúsculos
houvera pedras com esquinas dolorosas
onde a silhueta fora vermelha
da cor do sangue chorado
rolado no esgar do choro.
Fora nessa altura que houvera duas silhuetas
na frescura do rio plangente
abraçadas na terra húmida de húmus
falando brisas de ternura
beijando a alma como lindos beija-flores.

                                                                                          

Jorge d'Alte

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