Estes fantasmas eram vermelhos
como vermelhos eram os lábios dela
viviam numa casa de madeiros vermelhos
esteios do seu amor por ela.
Fui lá ter caminhando no sangue que batia
era o ritmo do coração sob a Lua vermelha
a noite apressada como que fugia
os fantasmas dançavam sobre a telha.
O sonho não era dela nem meu
os fantasmas eram passados nas memórias
podiam ser vermelhos no diabólico eu
mas nos nossos beijos eram apenas pedaços de histórias.
Jorge d'Alte

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