Quando ambos eramos nós
e vivíamos na lua
carregávamos as nuvens
não de chuva mas de catervas de desejos.
O nosso leito era feito de mil e uma cores do arco-íris
como mil um sentimentos se escreviam nos corações
e era amar assim
era beijar a boca em lábios carmesim
era escutar passarinhos na cabeça
sussurrando as palavras que o vento nos dava
e as paixões constantes tolhiam o horizonte.
Onde tínhamos os sonhos?
onde estava a vida?
onde vivia o desfrutar?
essa paixão louca de amar?
onde estávamos nós?
se vivíamos na lua
num limbo de imbecilidade.
Jorge d'Alte

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