sexta-feira, 12 de setembro de 2025

SONHO

 

 

 

O sonho de ontem fora azul

Azul da cor dos nossos olhos

Ansiosos e famintos da doçura do amor.

Mas hoje dividíamos beijos e sorrisos

Entre linhos singelos bordados

Com pétalas rubras do desejo.

O intruso bateu á porta

Seria um pesadelo?

Sou o Presidente, o dos livros!

Vim ver a sua coleção

Este aqui não tenho e aqueles não li

Entregou-os ao seu hirto guarda-costas.

Queria impedi-lo, mas a voz derretia-se

Nesse tempo que já não era nosso.

Agora caçava nos céus

As estrelas perdidas no breu

Eram as almas.



Jorge d'Alte

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