De repente fui atirado para a meninice
Ela era a Rosália a ama que me criou
Mimou-me nas doçuras apoiou-me nas travessuras
lavou-me tirando-me os ódios
limpou-me a alma dos desgostos
criou manjares de respeito e educação
e enquanto eu crescia pequenito
ela definhava já sem tempo, agarrando as rugas
perdendo os dentes mas não os sorrisos
e sempre, sempre me dando essa mão
outrora fora quente e fofa
agora mais fria e rugosa.
Nunca a esquecerei em cada madrugada que cresça
em cada flor florida em cada noite que caia e eu sonhe.
Jorge d'Alte

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