Vejo-a, vejo-a
que linda que é.
Chama-a, chama-a
a voz suplica.
Ama-a, ama-a
Grito do meu coração.
Senti nesse instante
que algo de gigante
tomara a minha voz
insinuara-se na mente
arrepiara-me a pele.
Ela virara-se com um sorriso
eram mil mimos, o olhar prometia
o meu coração perdido
batia, batia
seus passos leves vinham
a voz cá dentro esperançosa tremia.
Vem, vem.
o embate foi palavra, foi ternura, desejo
e mesmo antes de falar, sua boca foi beijo
Beija beija
afagavam os olhares
os corpos colados dançaram no crepúsculo
e como sol ao fim de tarde
mergulharam, mergulharam
hostis se deram, ternos medraram no amar.
Jorge d'Alte
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