O verão de fogo caíra
a nortada acordara no outono
espalhando por toda a parte folhas de várias tonalidades.
Tudo o que havia de facto ruíra
começara no sonho e no sono
espalhando pelo sangue folhas de grandes sensibilidades.
Usei uma vassoura para varrer o coração
limpei a tristeza e as lágrimas
as mágoas, as feridas e as dores para baixo de um tapete.
Arreganhei os dentes num esgar de emoção
senti os olhos a verem, como vindimas
colhendo da vida sentimentos como um beijo que derrete.
O inverno virá lesto e sisudo
O calor dela será o meu aconchego
a boca dela o meu porto de abrigo
o seu corpo a volúpia da paixão.
Jorge d'Alte
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