quarta-feira, 1 de outubro de 2025

CONDENAÇÃO



Colado á parede de branco vivo
olho o buraco dos fuzis que nos querem matar
Digo e direi que amo o mundo
que amo a minha companheira
que quero viver numa terra de paz.
Digo e direi mais
só a ela na escurecida cela
que os nossos beijos são a nossa arma
os filhos da rua a nossa armadura
a pobreza a nossa luta contra um poder cego.
Que sou eu?
as balas choveram dias e dias sobre nós
quem é ela?
a mulher mais linda, a minha força.
Agora querem vergar-me
mas não tremo quando afasto a venda
têm medo que veja os assassinos
que os leve junto ao sonho
ouço o engatilhar das armas
oiço meu nome sem lágrimas.
Sorrio no nome que ama
Maria!


Jorge d'Alte

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