Criança da rua
que brincas ao berlinde na sujidade quase nua
que vives presa a um casebre feito de estrelas e de chuva
que te vestes do nada e comes a tua própria fome
que te cobres com a noite e te aqueces com o sol
e passeias de mãos dadas com o vento
que leva os teus pensamentos como folhas mortas
e bebes as tuas lágrimas.
Porque não hás de viver?
ter família
ser alguém.
Jorge d'Alte
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