terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A CARTA

 



Senti a carta entrar-me pelo peito dentro
senti os lábios da alma a lê-la murmurando
Senti os olhos crescerem em boas novas
senti as lágrimas apoderando-se dos cantos dos olhos
nos meandros das saudades escritas nas memórias.
Senti isto tudo
um mundo de carinho
um redemoinho de emoção
os dedos tremelicando
escreviam no retorno.
Selei-a com um coração desenhado
em volta da lágrima caída.

                                                                               

Jorge d'Alte

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